ICSI - INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDES

A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI –“IntraCytoplasmicSpermInjection”) é um procedimento de Reprodução Humana Assistida de alta complexidade e envolve várias etapas similares à FIV, como estimulação ovariana controlada, monitoramentodo tamanho dos folículos com ultra-sonografias transvaginais, administraçãodo hormônio hCG(gonadotrofina coriônica humana) para induzir a maturação final do oócito (óvulo), coleta dos oócitos em centro cirúrgico.

A ICSI oferece um tratamento viável mesmo para os mais difíceis casos de infertilidade masculina. O grande diferencial entre  ICSI e FIV convencional reside na fertilização(penetração do espermatozoide dentro do óvulo). Enquanto na FIV a penetração do espermatozoide no óvulo ocorre espontaneamente, na ICSI utiliza-se um microscópio potente e micromanipuladores capazes de segurar um único oócito na extremidade de uma delicada micropipeta de sucção, e através de outra micropipeta ultra fina que permite capturar o espermatozoidee promove-se a penetração do espermatozoide selecionado para dentro do oócito.

O uso do micromanipulador também é útil no estudo genético de embriões, ao permitir biópsias embrionárias (Ver item PGD).

O preparo do sêmen é realizado paralelamentecom a separação dos espermatozoides móveis e normais do líquido seminal dos espermatozoides imóveis e mortos. A diferença da ICSI para a FIV é que, ao invés de precisar de 50 a 100 mil espermatozoides para cada oócitos, é necessário apenas 1 espermatozoide para cada oócito, pois os espermatozoides são depositados diretamente dentro do citoplasma do oócito.

 

 

 

 

 

Estatécnica, embora complexa, é uma ótimaopção para homens que antes deveriam ter no mínimo 1 milhão de espermatozoides móveis no ejaculado. A ICSI também possibilitou a fertilização de oócitos com espermatozoides que podem ser aspirados do epidídimo, técnica conhecida como MESA ou ainda diretamente dos testículos através de uma minúscula biópsia - TESA.

As etapas seguintes são similares às da FIV. Após o espermatozoide ter sido injetado no oócito, este retorna para incubadora que apresenta as condições ideais para sua fertilização.

 

No dia seguinte, é checado se o oócito fertilizou. Se a fertilização for bem sucedida, dará origem a embriões, que serão transferidos para o útero da paciente, com o auxílio de um cateter, em 48, 72 ou até 120 horas após a coleta dos óvulos.

 

Uma vez dentro do útero, o embrião precisa implantar no endométrio, como no ciclo de gravidez natural para que a gravidez siga seu curso. É nesse momento da implantação que ocorre o início da gravidez.

Após 14 dias da transferência dos embriões para o útero, a paciente realiza o teste de sangue para determinação da presença de gravidez – é a dosagem de beta-hCG no sangue.

Em conclusão, a ICSI veio solucionar a maioria dos casos de infertilidade masculina e também alguns casos de infertilidade sem causa aparente, quando a fertilização não ocorreu por metodologia mais simples.

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